Linginsen & Caetano,2011 em seu artigo “A noção da tecnologia” fala a respeito da filosofia da tecnologia envolvida na educação profissional no Brasil. De acordo com Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira, lei 9.394/1996, em meados dos anos 1990, no que se refere, especificamente, a educação profissional ressalta os objetivos dessa modalidade de ensino é a preparação dos estudantes para o exercício de atividades no sistema produtivo. O conhecimento exigido é o conhecimento tecnológico. 

Esta nova modalidade passou a abranger os cursos de formação inicial e continuada, os cursos técnicos e os cursos superiores de tecnologia. Conforme os textos legais que estruturaram a educação profissional, esses cursos visam promover a transição entre a escola e o mundo do trabalho, aperfeiçoando e atualizando o conhecimento tecnológico do trabalhador, desenvolvendo assim suas aptidões para a vida produtiva. os cursos técnicos estão vinculados ao ensino médio. Ao concluir o ensino médio e técnico o aluno recebe o diploma profissional de nível técnico médio.

O artigo de Berger Filho, Educação profissional no Brasil: novos rumos publicado na revista Ibero-Americana de educación, número 20 (BERGER, 1999) é um exemplo de texto que relaciona a pedagogia das competências com as ideias de Piaget. Berger era secretário da secretaria do ensino médio e técnico na época da reforma.  No parecer 16/99 do Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica (CNE/CEB), documento de referencia para construir os currículos e organizar a prática de sala de aula dos cursos da educação profissional, a pedagogia das competências aparece sem vinculo claro em relação às outras teorias educacionais. O texto oficial não posiciona claramente a pedagogia das competências no debate entre teorias da educação. Somente através de textos dos responsáveis pela reforma e dos cursos de formação, as conexões entre a proposta governamental da pedagogia das competências e as teorias construtivistas ficaram explicitadas.

O expoente Feenberg (2009a), procura demonstrar  como as concepções sobre tecnologia estão conectadas com questões sociais de ampla repercussão, construindo assim uma classificação do pensamento filosófico contemporâneo sobre tecnologia.

O que é a Tecnologia? Essa questão tem sido tema de grandes discussões no meio acadêmico, principalmente quando fala dela como neutra, ou seja, a neutralidade; sua relação com as ciências. Algumas vezes tem sido observada somente sob o angulo positivista. Para os pensadores desta linha, a tecnologia é resultado apenas de um pensamento racional, para o controle da natureza.

No período Pós-guerra a ciência e tecnologia tem grande ênfase, como também críticas serevas. A críticas quanto a tecnologia pelos expoentes da Escola de Frankfurt e um pessimismo assombrou a sociedade moderna. Advindos desta época de críticas, surgiram pensadores que relacionaram a tecnologia com a sociedade e a filosofia.

Importantes trabalhos sobre a filosofia da tecnologia como o de Mitchan (1989) procura traçar duas vertentes: a engenheiril e a verdade das humanidades. Na “engenheiril” procura-se olhar o mundo com óculos da tecnologia, envolvendo análise de conceitos, metodologias, estruturas cognitivas. Já na vertente da humanidade, 

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