INTRODUÇÃO

Durante muito tempo no Ensino Superior prevaleceu a ideia de que para ser bons educadores, bastava ter boa oratória, fluência, comunicação,amigo, e domínio técnico da disciplina na qual leciona. Porém  Ensino Superior (IES) é necessário pensar além deste ângulo. Neste sentido, o termo pedagogia (paidos – criança e gogein – conduzir) precisa ser novamente analisado no âmbito do ES. Por que?  Porque no ES pressupõe que o discente já possui uma “personalidade formada”. Dentre as diversas pesquisas quanto a eficácia do professor que leciona no ensino superior, estão as observações feitas por parte dos discentes que determinado professor não possui “didática”.

O termo didática é de origem grega didaktiké, que significa a arte de ensinar. Comenius (1952-1670) em sua obra Didactica Magna, ou também chamada de Tratado da arte universal de ensinar tudo a todos, publicado em 1657 é que cunha o termo de forma inicial.

Comenius defendia a idéia de que a aprendizagem se iniciava pelos sentidos pois as  impressões sensoriais obtidas através  da experiência com objetos seriam internalizadas e, mais tarde, interpretadas pela razão. Seu método didático constituiu-se basicamente de três elementos: compreensão, retenção e práticas. Através delas se pode chegar a três qualidades fundamentais: erudição, virtude e religião, a quais correspondem três faculdades que é preciso adquirir: intelecto, vontade e memória.

O método deve seguir algumas diretrizes fundamentais:

  • tudo o que se deve saber deve ser ensinado;
  • qualquer coisa que se ensine deverá ser ensinada em sua aplicação prática, no seu uso definido;
  • deve ensinar-se de maneira direta e clara;
  • ensinar a verdadeira natureza das coisas, partindo de suas causas;
  • explicar primeiro os princípios gerais;
  • ensinar as coisas em seu devido tempo;
  • não abandonar nenhum assunto até sua perfeita compreensão;
  • dar a devida importância às diferenças que existem entre as coisas.

Importante observação feita por Masetto (1997) quando diz que a didática é o estudo do processo de ensino-aprendizagem em sala de aula e de seus resultados”.

Os fundamentos da didática surgem no final do século XIX por expoentes como: Jacques Rousseau, Pestalozzi, Herbart dentre outros pedagogos. A partir do final do século XIX, buscou fundamentos na ciência, na Biologia e Psicologia. No século XX nasce os movimentos de reforma na Europa e América. Dessa tendência nasceu a “Escola Nova” dos autores Decroly (1871-1932); John Dewey(1859-1952) nos EUA, dentre outros. A “Escola Nova” pretendia alicerçar seus fundamentos nos aspectos comportamentais da educação. A ideia principal era de que o aluno aprende melhor por sí próprio.

 

 

REFERÊNCIAS

MASSETO, Marcos Tarciso. Competência pedagógica do professor universitário. SP: Summus, 2003.

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