Frigotto em seu artigo “A relação da Educação Profissional e tecnológica com a universalização da educação básica” ressalta a ideia da EPT (Educação Profissional Tecnológica) hegemônica e contra-hegemônica.

Neste breve artigo ele fala sobre a relação entre a educação profissional e tecnológica e a universalização da educação básica discutindo a natureza do projeto societário da burguesia brasileira, a sua relação com o projeto educacional de educação básica e profissional e os desafios de uma agenda de superação.

O autor entende que existe atualmente na educação técnica uma relação dual. Uma EPT hegemônica deveria ser a privada (podendo ser estatal e privada, como o sistema S (SENAI,…) empresarial; dual – reproduzindo a ideia da teoria e prática, técnica e cultural; não é para todos; é paga. Uma reflexão surge: Os cursos do Sistema S de “cabelereiro” custa mais de R$ 4000,00.

A formação politécnica do ponto de vista dele, a formação técnica deveria incluir uma maturidade como sujeito. Ao sair do ensino técnico, além deste conhecimento deve também ter habilidade de se posicionar diante dos patamares da sociedade.

Contra-hegemônica ele diz que deve ser público (não-estatual nem gratuito), mas seu compromisso é público; unitária e não é única, unitário no sentido entre teoria e prática; universal no sentido que seja para todos; seria laica (não religiosa); politécnica no sentido de ter um percentual humanista dentro de sua formação.

Educação Tecnológica e Educação Politécnica são sinônimos. Frigotto (p. 1144)  deixa claro que “para o estabelecimento de um vínculo mais orgânico entre a universalização da educação básica e a formação técnico-profissional, implica resgatar a educação básica (fundamental e média) pública, gratuita, laica e universal na sua concepção unitária e politécnica, ou tecnológica. Portanto, uma educação não-dualista, que articule cultura, conhecimento, tecnologia e trabalho como direito de todos e condição da cidadania e democracia efetivas”

A meta da ET ou EP não é somente formar práticos da técnica, mas formar o tecnólogo como epistemólogo da técnica; sabe PRODUZIR E PENSAR a técnica.

Para ele mercado seja ele qual for ele é o locus da lógica, do lucro e exclusão. Mercado de trabalho é o locus do trabalho abstrato (Karl Max), voltado para a produção de mercadoria.

Veremos adiante outras reflexões em relação a Educação Tecnológica e Politécnica.

Prof. Fabio Miranda – fabioNmiranda.com.br

 

 

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