Tanto nomino nullum par elogium”. Significa: “tanto nome e nenhum elogio”, frase de Maquiavel. Em 1513, escreve para governantes. Maquiavel foi um homem comum, não foi filósofo sofisticado, mas funcionário da prefeitura. Não era burocrata, mas embaixador, perde o cargo, vai para o sítio, no sitio, escreveu o “príncipe” na esperança do governo chamá-lo novamente.

Quanto à natureza humana e poder, Maquiavel possui um antropologia bem enfática. Para ele os homens não são bons, gratos, mas pelo contrário ingratos, volúveis, simulados e dissimulados, fogem dos perigos, ávidos a ganhar; desconfiados, esquecidos, invejosos e ambiciosos; se comprazem tanto em suas próprias coisas e de tal modo se iludem que raramente se defendem “dos aduladores”. São insaciáveis e sempre descontentes com tudo que possuem. Precisam de rédeas; amam as novidades. Numa palavra: os homens são “maus”.

Neste sentido é preciso refletir sobre a educação. Será que este não é o ponto de vista de educadores em geral? Um olhar sobre este tipo de antropologia poderia fazer do educador um pensador mais analítico sobre o poder que ronda as instituições de ensino.

Max Weber (1992) entende que à primeira vista, a forma especial do moderno capitalismo ocidental teria sido fortemente influenciada pelo desenvolvimento das possibilidades técnicas. Sua racionalidade é hoje essencialmente dependente da calculabilidade dos fatores técnicos mais importantes. Mas isso significa basicamente que é dependente da ciência moderna, especialmente das ciências naturais baseadas na matemática e em experimentações exatas e racionais.

O mundo ocidental é capitalista, isso significa que a educação tende a ser altamente capitalista também. Neste sentido, faz-se necessário tratar a educação sob a perspectiva da civilização. Veremos isso adiante.

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*